Um ano depois, transplante de mão proveniente de um cadáver foi um sucesso

Um trabalho publicado na edição de quinta-feira do New England Journal of Medicine e difundido pela agência Reuters, documenta que um homem americano de 38 anos, que tinha recebido, em Janeiro de 1999, a mão de um cadáver de um homem de 58 anos, já pode sentir estímulos de temperatura e dor, escrever e realizar diversas tarefas.

Este é o segundo transplante do género. O primeiro tinha sido feito em França em 1998.

O sucesso deste transplante é atribuído ao uso de drogas imunosupressoras, que são drogas capazes de suprimir a resposta do sistema imunológico a tudo o que é estranho (como a mão proveniente de outro organismo, a qual é reconhecida como estranha).

As drogas imunosupressoras utilizadas para este fim têm importantes efeitos laterais, que chegam a colocar em perigo a vida do paciente.

Aguarda-se o desenvolvimento de fármacos mais seguros para que este tipo de transplante possa ser utilizado em larga escala. Até lá, os investigadores consideram que o candidato ideal para este tipo de procedimento é uma pessoa que já toma medicamentos imunosupressores por outro motivo ou que perdeu ambas as mãos, especialmente se for um(a) cego(a).

Antes de receber o transplante, este homem tinha uma prótese que não lhe permitia realizar o tipo de tarefas que se tornaram agora possíveis, além de não poder ter sensações de temperatura, pressão e dor.

Este resultado é muito importante porque se trata da utilização de um membro de outro organismo- a recolocação de membros do próprio já vem sendo feita desde 1964.

Fonte: Reuters

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