Archive for April, 2007

Contraceptivos orais diminuem o risco de cancro do intestino

Contraceptivos orais diminuem o risco de cancro do intestino

O uso de contraceptivos orais parece conferir alguma protecção contra o cancro colorrectal, segundo o que foi hoje noticiado no “British Jornal of Cancer”.

Foram elaborados 19 estudos nesta área que concluíram que as mulheres que tomam a pílula têm uma redução de cerca de 18% do risco de desenvolver este tipo de cancro, em comparação com as mulheres que usam outro método contraceptivo que não a pílula. Já há muito tempo que se suspeitava que os factores hormonais tivessem um papel importante no desenvolvimento deste tipo de carcinoma, surgindo agora aquilo que poderá ser a confirmação.

O estudo comparativo final divulgado hoje, foi dirigido pelo Dr. Carlo La Vecchia, do Instituto Farmacológico de Milão (Itália) e seus colaboradores franceses e espanhóis.

Estes investigadores esperam que este novo achado possa contribuir para o desenvolvimento de novas formas de tratamento para o cancro colorrectal, ou de conseguir explorar melhor as propriedades anti-cancerígenas da pílula.

A equipa de cientistas descobriu que este efeito anti-cancerígeno é ainda mais potente nas pílulas da nova geração, e que o mesmo potencial não está relacionado com a duração da toma dos contraceptivos orais.

O estudo incluiu também a participação de mulheres com idades compreendidas entre os 55 e os 60 anos, que tomaram a pílula entre as décadas de 60 a 80, embora se desconheça qual o tipo de pílula que estas mulheres tomavam.

O estudo não permitiu concluir qual o mecanismo que relaciona a toma da pílula com a diminuição do risco de desenvolver carcinoma colorrectal, no entanto surgiram várias teorias sobre este tema.

Segundo os investigadores: ”Pode ser que as mulheres fiquem protegidas contra este tipo de cancro através da síntese e secreção da bílis, o que faz com que as concentrações de ácidos biliares no cólon sejam menores”. Admitem ainda que outros mecanismos biológicos possam estar envolvidos, pois constataram que os estrogénios inibem o crescimento das células cancerosas in vitro, e que os receptores celulares dos estrogénios estão presentes no cólon, tanto nas células normais como nas células malignas.

“A mortalidade causada pelo desenvolvimento de cancro colorrectal nas mulheres sofreu uma queda considerável nos últimos vinte anos, e por isso consideramos que estes números possam estar relacionados com a toma da pílula. No futuro, se estes dados se vieram a confirmar, poderemos vir a desenvolver novos tratamentos para o cancro, ou novas qualidades anti-cancerígenas da pílula”, afirma o Dr. La Vecchia.

Segundo o Professor Gordon McVide, presidente da Campanha de Investigação Contra o Cancro do Reino Unido. “Estes resultados mostram que as mulheres podem possuir uma arma secreta contra uma doença que mata 46 pessoas por dia no Reino Unido. Pode ser que no futuro os investigadores consigam aumentar o potencial anti-cancerígeno da pílula, para assim combater o segundo cancro mais mortal no Reino Unido”.

Fonte: Reuters

David Ferreira
MNI - Médicos na Internet

Comments

Preservativos europeus demasiado grandes para pénis médio

Pénis europeu pequeno?

Os preservativos fabricados na Europa de acordo com as normas comunitárias são demasiado grandes para o pénis médio dos homens europeus e alguns pedem já uma revisão em baixa do tamanho da “borrachinha” comunitária.

A revelação é feita por um estudo efectuado pela universidade alemã de Essen, hoje publicado em alguns órgãos de informação europeus, que resultou da análise minuciosa dos pénis de 500 homens europeus de mais de 18 anos.

E os números não podiam ser mais concludentes: o pénis europeu em erecção tem, em média, de 15,1 a 17,5 centímetros de comprimento e de 48 a 48,5 milímetros de diâmetro. O preservativo que é suposto cobri-lo tem as medidas “standard” de 17 centímetros de comprimento e 52 milímetros de diâmetro.

Fonte: Lusa

Comments

Estudos sobre saúde em Souselas não são experimentação científica

Rastreio, afinal, não é a designação técnica adequada ao trabalho de avaliação da saúde da população de Souselas hoje iniciado, afirmou à Agência Lusa o professor de medicina Henrique de Barros.

Este membro da Comissão Científica Independente rejeitou também que a equipa técnica por si coordenada esteja a trabalhar no domínio da experimentação científica, como têm opinado outros especialistas, em especial Massano Cardoso.

Henrique de Barros, professor da Faculdade de Medicina do Porto, deslocou-se hoje a Coimbra para participar num encontro destinado a preparar os estudos médicos em que alguns cidadãos se disponibilizaram a colaborar.

A avaliação de indicadores do estado de saúde dos habitantes da zona vai ser tida em conta, designadamente, os estilos de vida, avaliação da função respiratória, análises ao sangue e urina e electrocardiogramas.

Segundo o responsável, a mesma metodologia de avaliação será aplicada a residentes da zona do Outão, e até nas áreas envolventes de Alhandra e Maceira, cujas cimenteiras não foram escolhidas para co-incinerar resíduos industriais perigosos.

Fonte: Lusa

Comments